Tem sido muito discutido e usado, dentro e fora do meio, esse termo Design Experimental. Entretanto, frequentemente esse termo é adotado para definir coisas distintas.

Afinal, o que é essa p*?

Até onde eu sei, a experimentação é uma etapa presente na metodologia para todos as classificações de design; a experimentação é compreendida então pelos estudos que são desenvolvidos durante todo o processo metodológico.

Então design experimental é qualquer design?

Talvez, enquanto design de superfície, web-design, design em movimento e outros termos definem exatamente sua área de abordagem, a p* do design experimental não define nada.

Se ao invéz disso analisarmos a experimentação como um processo de inovação, de geração de novas estéticas, então o PDE (P* de Design Experimental) seria um estado de pré-vanguarda. Sendo assim, também não podemos aceitar a definição, visto que o título de vanguarda só pode ser atribuído com mérito numa análise de tendência executada posteriormente ao desenvolvimento da estética. Nunca antes e dificilmente durante.

Então tá, suponhamos que o PDE seja o design que não tem compromiso de venda, que é feita ao bel-gosto do designer que se recusa a prestar satisfações a clientes e público alvo. Temos então um artista, não um designer… quanto mais experimental.

Agora, podemos utilizar o PDE para definir projetos que finjem ser experimentais, que usam a estética do mal-acabado e sujo, como Carson, ou o design dos croquis e estudos como arte final. Ainda sim o termo é inadequado já que algo tão especifico não pode ser rotulado com tamanha ambiguidade com as interpretações descritas ao longo do texto.

Enfim,

Pra mim, não passa de um termo bonito.

E para voces?